AOP comemorou 39.º aniversário

“Foto de família” com alguns dos participantes na cerimónia que assinalou o 39.º aniversário da Academia Olímpica de Portugal

A Academia Olímpica de Portugal (AOP) comemorou no dia 6 de Dezembro o 39.º aniversário com uma sessão solene realizada nas instalações do Ginásio Clube Português.

Na cerimónia foi apresentado o projeto Memória Oral do Olimpismo Português (MOOP), uma colecção de entrevistas em vídeo com diversos protagonistas olímpicos: atletas, técnicos, dirigentes, juízes.

A comemoração incluiu também uma conferência sobre «Inteligência artificial e desporto» pelo Prof. Dr. Duarte Araújo.

O CNID esteve representado pelo vice-presidente da Assembleia Geral, Mário Martins, também membro-fundador da AOP.

Lengalenga do vosso amigo Mário no seu primeiro dia de octogenário

(O texto seguinte é de Mário Zambujal e foi adaptado pela filha, Isabel Zambujal – também ela autora – que o leu como agradecimento na entrega dos Prémios Gazeta, onde o seu pai foi merecidamente distinguido.)

‘Agradecimentos ….

Este prémio de mérito  é também um prémio de vida. Por isso, adaptei um texto inédito do meu pai, escrito há quase uma década, para este momento solene.

Lengalenga do vosso amigo Mário

no seu primeiro dia de octogenário

Não estou nada arrependido

de ter nascido,

Antes de mais,

agradeço aos meus pais

— Antónia e Joaquim —

o ter acontecido assim.

Ai o que eu tinha perdido

se não tivesse nascido!

Viver tem piada.

Maus bocados qualquer passa,

mas faça ela o que faça

a vida é bem apanhada

tem graça!

Com mais ou menos jeitinho

vou optando pelo riso.

Ai o que eu tinha perdido

se não tivesse nascido!

O calor, o frio

a chuva, o vento

noites, noitadas

horas trocadas

Gente fixe

e emplastros

livros, jornais

palavras escritas

meus barcos e cais

Ai o que tinha perdido

se não tivesse nascido!

Os rios, a selva,

árvores e frutos

pedaços de relva

com gajos aos chutos.

Copos, cigarradas

pequenos vícios —

Festa é festa

Em bar ou colchão.

Vertem paladares

De campo e mares,

garrafas à escolha,

Salta a rolha.

Ai o que eu tinha perdido

se não tivesse nascido!

Principalmente:

se eu não tivesse nascido,

meus amigos, minha gente,

tanto teria perdido

por não vos ter conhecido

E este prémio de mérito

talvez não seja merecido

mas prémio é prémio.

Ai o que eu tinha perdido

se não o tivesse recebido!

 

Obrigada.

27 / Novembro / 2025

Prémios Gazeta. Mário Zambujal distinguido

Mário Zambujal, um dos homens que contribui para a fundação do CNID, foi distinguido com o prémio Gazeta de Mérito do Clube de Jornalistas, na cerimónia que se realizou na Câmara de Lisboa na quinta-feira, dia 27.
O jornalista e escritor, de 89 anos, foi representado na cerimónia pela filha, Isabel, que leu um texto do pai adaptado às circunstâncias numa sala em que estavam nomes como Joaquim Furtado, Fernanda Mestrinho, José Rebelo, Eugénio Alves, Gonçalo Reis (vice da Câmara de Lisboa, que representou também o Presidente da República, que desta vez não pôde estar presente), a direção do Clube, nomeadamente a presidente, Maria Flor Pedroso.

A fotografia de família habitual com a presença de Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara de Lisboa

A fotografia de família habitual com a presença de Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara de Lisboa


“Poderemos ter muitas razões de queixa, mas os Prémios Gazeta têm demostrado ao longo destes 40 anos que o jornalismo vale a pena”, começou por dizer Maria Flor Pedroso, presidente do Clube de Jornalistas. “Mesmo numa altura em que títulos que nos habituámos a comprar, a ler, a ver e a ouvir, passam por situações anacrónicas, com os Gazeta celebramos o jornalismo, com a carteira profissional que nos obriga ao cumprimento das regras do código deontológico que revisitámos no 4º. Congresso, em 2017.”

A presidente do Clube de Jornalistas frisou no seu discurso a importância de os jornalistas se manterem fiéis à missão primordial da profissão.

“Nunca podem perder o foco, nunca se podem esquecer do seu objectivo e para quem trabalham: para o leitor, o ouvinte ou o telespectador… Se nós abdicarmos do critério, da escolha, da edição, estamos perdidos. E há alguns de nós que estão a começar a estar perdidos, porque não têm critério jornalístico nenhum para as escolhas que fazem. A escolha de um jornalista é sempre uma escolha editorial – e isto nada tem que ser ver com direitas e esquerdas, e centros e extremas, como os políticos gostam de nos arrumar, para nos tentarem calar. Tem-nos faltado critério. E com isso perdemos credibilidade.”

PREMIADOS

Prémio Gazeta de Mérito – Mário Zambujal, detentor de uma longa carreira jornalística, iniciada na década de 1960 no jornal A Bola. Passou pelo Diário de Lisboa, foi subdiretor do Record, chefe de redação d’O Século e do Diário de Notícias, diretor do Mundo Desportivo, d’O Jornal e do Se7e, diretor-interino do Tal & Qual e colunista do 24 Horas. Na RTP durante 20 anos, destacou-se como apresentador do programa desportivo “Grande Encontro”. Escritor de renome, foi em 1984 distinguido com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2016, com a medalha de Mérito Cultural da Câmara de Lisboa. Presidiu à Direção do Clube de Jornalistas entre 2007 e 2021.

Gazeta de Televisão – Jacinto Godinho e Carlos Oliveira, autores do documentário “Os Olhos da Revolução”, emitido pela RTP 1 em 26 de abril de 2024. Partindo do arquivo da televisão pública, é desenvolvida uma investigação sobre as primeiras imagens do 25 de Abril de 1974 – captadas por uma equipa de televisão francesa, que sabia de antemão do golpe; por um operador e um assistente de câmara da RTP, que avançaram para o terreno por sua iniciativa; por um cineasta amador.

Gazeta de Imprensa – Clara Teixeira, Joana Loureiro, Luísa Oliveira, Rui Antunes, Sara Rodrigues, Sónia Calheiros, Paulo M. Santos, João Amaral Santos e Filipe Fialho (textos), Lucília Monteiro, Luís Barra e José Carlos Carvalho (fotos), que em “Imigrantes – Os braços que nos alimentam”, reportagem publicada em 1 de fevereiro de 2024 na revista Visão, demonstram – através de uma abordagem exaustiva – quão positivo é para a riqueza do país, em diversos domínios, o contributo de “quem veio de longe, à procura do seu pedaço de sol”.

Gazeta de Rádio – Maria Augusta Casaca, que para a reportagem “Abril passou por aqui”, emitida na TSF em 24 de abril de 2024, percorreu o país em busca de traços e testemunhos das “campanhas de dinamização cultural e ação cívica”. Promovidas por militares do Movimento das Forças Armadas entre outubro de 1974 e 25 de novembro de 1975, as campanhas ajudaram a transformar o país, com ativa participação popular.

Gazeta de Multimédia – Joana Gorjão Henriques (investigação e texto), Joana Bourgard (edição multimédia) e José Carvalheiro (edição de imagem), autores “Anatomia de uma detenção pela PSP”, reportagem divulgada pelo jornal Público em 3 de novembro de 2024. O trabalho recorre a um conjunto de recursos técnicos e a uma multiplicidade de fontes para reconstituir, a par e passo, o caso dos jovens detidos após um protesto contra uma manifestação anti-imigração promovida pelo Chega.

Gazeta de Fotografia – António Pedro Santos, da Agência Lusa, pelo conjunto de imagens associadas às reportagens com o título genérico “A esperança venceu na Síria”, realizadas na sequência da deposição de Bashar al-Assad, a 8 de dezembro de 2024, que seriam divulgadas por diversos órgãos de comunicação.

Gazeta Revelação – Tatiana Felício, autora de “O rio que nos une”, reportagem da série A1 Doc, transmitida pela Antena 1 em 19 de março de 2024. Um registo, com particular sensibilidade, das relações entre as vilas de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar del Guadiana (Espanha), separadas pelo rio fronteiriço, mas que ao longo da história nunca deixaram de cultivar um sentimento de pertença comum.

O prémio Gazeta de Imprensa Regional, da responsabilidade da Direção do Clube de Jornalistas, foi atribuído ao Diário do Alentejo, semanário com sede em Beja, que se apresenta como “regionalista independente”. Fundado em 1 de junho de 1932, é o único jornal público do país, uma vez que a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo detém a propriedade. Tem vindo a revelar-se particularmente atento às novas realidades sociais de uma região em mudança, incluindo o elevado peso de comunidades migrantes.

Nesta 40.ª edição o Júri dos Prémios Gazeta teve a seguinte composição: Eugénio Alves (CJ), que presidiu, Cesário Borga (CJ), Eva Henningsen (Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal), Fernanda Mestrinho (jornalista), Elisabete Caramelo (professora universitária), Dina Soares (jornalista), Joaquim Furtado (jornalista),Fernando Cascais (professor universitário aposentado), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão), José Rebelo (professor jubilado do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa), Inácio Ludgero (fotojornalista) e Paulo Martins (jornalista e professor universitário).

(Notícia feita com base no site do Clube de Jornalistas)

Presidente do CNID tomou posse como membro do CND

Manuel Queiroz assina o auto de posse no CND como presidente do CNID

O presidente do CNID tomou posse a 19 de Novembro como membro do Conselho Nacional do Desporto (CND), na sessão que teve lugar na Assembleia Municipal de Sintra.

Numa cerimónia que foi presidida pela ministra da Juventude e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e que na sua parte inicial contou com o presidente da Câmara, Marco Almeida, o CND fez a sua primeira reunião com o novo governo, que mantém Pedro Dias como secretário de Estado do  Desporto.
O ponto principal da Ordem de Trabalhos foi a apresentação do Plano Nacional do Desporto, a um horizonte de doze anos, que visa intervir em todas as áreas, da melhoria das infraestruturas à performance, visando um salto qualitativo no setor mas também a que se atinjam níveis de prática mais próximos dos nossos parceiros europeus, dos quais estamos muito longe em vários parâmetros.

O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto faz parte do CND desde o seu início, o que permite estar no centro da discussão sobre o futuro do desporto no nossos país.

Iniciativa dos Refugiados Olímpicos e Paralimpicos distinguida com o Prémio Norte Sul

O Prémio Norte Sul do Conselho da Europa foi este entregue em Lisboa à Iniciativa dos Refugiados Olimpicos e Paralimpicos e também a Miguel Ângelo Moratinos, subsecretário-geral da ONU, numa cerimónia que teve lugar na Sala do Senado da Assembleia da República.

Os premiados na AR com Marcelo Rebelo de Sousa e José Pedro Aguiar Branco

Presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contou com a presença de muitos convidados como o CNID, através do seu presidente Manuel Queiroz. Presentes também os ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.
O secretario-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, na Mesa com o PR, o presidente da AR, Hose Pedro Aguiar Branco, disse que ‘O CÊ é fundamentalmente um projeto de paz construída em torno de justiça e da cooperação internacional – vital para a preservação da sociedade humana e da civilização’.

A Iniciativa que permite a refugiados competirem nos Jogos Olímpicos e Paralimpicos – liderado pela Fundação Olímpica dos Refugiados, o Comité Olímpico Internacional e o Comité Paralimpico Internacional – foi distinguida precisamente pelo compromisso que permitiu a participação de atletas refugiados nos Jogos. Competindo a nivel mundial, estes atletas – desalojados por conflitos, perseguições políticas ou crises – inspiram esperança e exemplificam o poder do desporto para unir os povos no espírito do fair-play e da tolerância.

A Iniciativa foi representada por Natal El Moutawakel, marroquina e vice do COI, e Leila Marques, a portuguesa que é vice do Conite Paralimpico Internacional, bem como pelas atletas Cindy Ngamba e Zakia Khudadadi.

O Prémio Norte Sul é anual e começou em 1995. É entregue a a dois candidatos (ativistas, personalidades ou instituições) que se distinguiram na promoção da solidariedade norte-sul. Já foi entregue a personalidades como Bob Geldof, Mario Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Lula da Silva ou o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU.

Morreu Francisco Balsemão

Francisco Pinto Balsemão deixou um enorme legado no Jornalismo e nas empresas de media

Francisco Pinto Balsemão morreu ontem, dia 21 de Outubro, aos 88 anos. O patrão do grupo Impresa, que foi jornalista e primeiro-ministro, foi um dos mais marcantes homens do Jornalismo em Portugal.

Fundou o semanário Expresso em 1973, ainda na ditadura, foi fundador do PSD, foi primeiro-ministro do governo da AS entre 1981 e 83 na sequência da morte de Sá Carneiro, fundou a primeira tv privada em 1992, a SIC, e foi sempre um homem dedicado ao Jornalismo.  De resto, o Diário Popular, que era do tio, foi o primeiro jornal a que esteve ligado.
A Impresa está em processo de venda ao antigo grupo de Berlusconi. Mas Balsemão foi um homem que desenvolveu o seu grupo de forma extraordinaria, criando uma grande escola de jornalismo, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa, Vicente Jorge Silva, José Manuel Fernandes.

Marcelo fez ontem um grande elogio a Balsemão, chamando-lhe ‘um dos homens mais importantes da democracia, um lutador pela liberdade de informação’. ‘Foi marcante na política, foi deputado ainda antes do 25 de Abril, fez a revisão constitucional mais importante em 1982 e revolucionou quer a Imprensa escrita quer a teevisao. Era um humanista, era um europeísta e um atlantista’, disse ainda o Presidente da República.

Foi um jornalista dedicado até ao fim às novas tecnologias, com uma grande visão e sem medo do futuro na área do Jornalismo, ao contrário de tantos de nós. Se não fosse por mais nada, só isso já vai fazer muita falta.

O CNID apresenta à família os mais sentidos pêsames,

CNID no Ética Summit

A terceira edição do Ética Summit foi mais um êxito para o Panathlon Clube de Lisboa, que a organizou online a partir da capital e com destino a todo o mundo de língua oficial portuguesa. O CNID voltou a estar na Comissão Executiva do ES através do seu presidente.

Durante três dias, de 12 a 14 de Setembro, mais de 80 oradores falaram para centenas de pessoas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, em Portugal, no Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, S. Tomé. Os palestrantes eram também de todos estes países e falaram de temas como ‘O desafio das futuras lideranças e boa governação desportiva na lusofonia’, até à ‘Inclusão e participação de jovens no desporto’, ‘Construir práticas sustentáveis no desporto’, ou ‘Formar para a Ética’. Outros temas foram ‘Corrupção e gestão desportiva’, ‘A Convenção de Saint Denis e o modelo português: segurança integrada no desporto’ ou ainda ‘Violência no desporto: causas, dados e soluções’. Outros temas ligaram-se ao doping, como ‘A foragem não intencional – uma realidade indesejada’, ‘Como evitar a negligência dos atletas e do seu pessoal de apoio?’.

Manuel Queiroz, Fábio Figueiras, Carla Silva, Mario Almeida, Mariana Carvalho, Jorge Carvalho, Diogo Guia – parte da Comissão Executiva

Foram discutidos temas muito atuais, com impacto na vida das pessoas no dia a dia – ‘Ginásios e academias – que suplementos para morfologia e alta performance posso/devo considerar?’ – e professores, treinadores, atletas, dirigentes tiveram oportunidade de discutir e apresentar argumentos.
Entre os oradores contaram-se Arão Nhancale, Giorgio Chinelatto, Filomena Fortes, Lídia Praça, Isilda Dias, Susana Feitor, Aissatu Djaló, Alexandre Mestre, William Pimentel, Bruno Seco, Bebiana Sabino, Antonino Pereira, Alcino Pedrosa, Marisa Gomes, Mariana Carvalho, Avelino Azevedo, Jerry Silva, Marília Fontenele, Luís Paulo Relógio, Diogo Guia, Carlos Ribeiro, Daniel Seabra, Diogo Nabais, Luciano Gonçalves, Lúcio Correia, José Famha Vieira, Luís Horta e tantos outros.
o presidente do Panathlon, Mário Almeida, e Fábio Figueiras, que foi outra vez o operacional da organização, estão de parabéns.