Faleceu Vasco Resende

Sócio-fundador do CNID, era actualmente vice-presidente da Assembleia Geral e foi o primeiro secretário-geral no Executivo da fundação do CNID, em 1966. Foi adjunto do secretário de Estado da Juventude e Desporto no I Governo Constitucional (1976-78)

O jornalista e escritor Vasco Resende, sócio-fundador do CNID, faleceu hoje em Lisboa, aos 86 anos, dez dias após tê-los cumprido, já muito debilitado (em 6 de Julho deste ano de 2020).

Nascido, criado e vivido na sua amada Lisboa, Vasco Resende era oriundo da freguesia de Santa Engrácia. Amanhã, quinta-feira, o corpo estará na Igreja de S. João de Deus, em Lisboa, onde na sexta-feira, pelas 13h15, será rezada uma missa, antes do funeral seguir para o Cemitério do Alto de S. João, onde será cremado.

Na presente data, Vasco Resende era vice-presidente da Assembleia Geral da nossa Associação, à qual dedicou, aliás, boa parte da sua capacidade criativa e interventiva. Vasco Resende foi o primeiro secretário-geral, no Executivo da fundação do CNID, em 1966.

O seu percurso no jornalismo começa, ainda adolescente, de forma inesperada, quando viu publicada no jornal “Record” uma sua carta dirigida ao Director, na qual verberava a decisão do então seleccionador nacional de futebol em não convocar o ponta-direito Pedro Duarte, avançado que brilhava, por esse anos de 50, no popular Clube Oriental de Lisboa. Foi o incentivo para aceder a “colaborador permanente”, no jornal do seu clube de sempre, o Sporting CP, publicação que anos mais tarde viria a dirigir, ao mesmo tempo que assumia a vice-presidência em 1973-74, com o pelouro do futebol, na Direcção do histórico presidente João Rocha.

Mas a escrita, e não só o Jornalismo, tomara conta da sua vida, como aqui se regista: foi ainda director do “Diário Desportivo; membro fundador e director-adjunto na “Gazeta dos Desportos”. Garantiu a edição desportiva no vespertino “A Tarde” e a chefia da Redacção, como adjunto, no diário generalista “O Século”. Chefiou, ainda, a delegação em Lisboa, do jornal “O Norte Desportivo”, onde ancorou amizade para a vida com o director Alves Teixeira e com o seu antecessor, em Lisboa, no “ND”, Fernando Soromenho, fundador e primeiro presidente da Direcção do CNID.

Colaborou também no “Diário de Notícias”, “Sports”, “Diário Ilustrado”, “Flama”, “A Tribuna”, “Mundo Desportivo”, “A Bola”, “Liberal”, “O Jornal”, “Jornal Novo”, “O Semanário”, “A Capital”, “Tempo”, “Jornal de Almada” e nas revistas “ROF” e “GH”.

Foi correspondente em Portugal da Rádio WEVD de Nova Iorque e colaborou na antiga Emissora Nacional de Radiodifusão, Rádio Peninsular, Rádio Renascença, TSF, Rádio Gest, RTP e foi comentador-residente na televisão  do clube de Alvalade.

Vasco Resende leccionou em 2003, como convidado, a disciplina de “História do Jornalismo Desportivo em Portugal”, numa pós-graduação em Jornalismo, pela Universidade Moderna. Foi co-autor com o jornalista, radialista e escritor Fernando Correia, seu amigo de sempre e ex-dirigente do CNID, da obra “Academia do Sporting — do sonho à realidade” e colaborou na memória descritiva “Cem anos de Futebol, em Lisboa”.

O seu trabalho jornalístico no Desporto foi reconhecido através de duas distinções “muito especiais”: Prémio de Reportagem “Alves Teixeira”  e Prémio de Análise “Ribeiro dos Reis”.

Ao nível dos livros, Vasco Resende recebeu o Prémio de Ficção/Almada 2002 com o romance histórico “Antónia, Mulher coragem”. Merecem referência outros títulos não premiados, como sucede com “Mistificação de Shakespeare”, “Também se morre de Amor” e “Diário de uma prostituta”.

A Câmara Municipal de Lisboa, em 2016, homenageou Vasco Resende, numa sessão solene muito concorrida, com a Medalha de Mérito Municipal pelo seu contributo dedicado à causa do Desporto e da actividade física em Lisboa e com fair-play.

O Torneio de Futsal 2017-2018 promovido pela CML teve Vasco Resende como patrono.

Os órgãos sociais do CNID expressam o profundo pesar à esposa de Vasco Resende, Maria José Samudio Resende, a sua filha Marina Resende, aos netos Vera e Manuel e a todos os amigos do nosso estimado companheiro que agora nos deixou.

CNID reúne Campeões de Portugal num “website” de acesso livre

O presidente da Direção do CNID discursa na cerimónia de assinatura do protocolo, sob o olhar atento do presidente da Fundação do Desporto, Paulo Frischknecht

A Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do IPDJ, I.P. foi o palco escolhido para a apresentação do “website” campeoesdeportugal.pt, um projeto promovido pelo CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto e que conta com a participação e o apoio financeiro da Fundação do Desporto e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A iniciativa foi tornada pública no início da reunião do Conselho Nacional do Desporto.

O projeto visa criar na internet um sítio (campeoesdeportugal.pt) para divulgar e promover a excelência no Desporto português. O CNID diz tratar-se de uma iniciativa inédita, tanto a nível nacional como internacional, e com ela pretende assinalar os 55 anos de existência, que se completam em 2021.

Pretende-se juntar numa base de dados, aberta a todos os interessados, os nomes dos campeões olímpicos, paralímpicos, mundiais, europeus e nacionais, permitindo a fácil consulta e um diversificado aproveitamento jornalístico ou meramente informativo, a partir de qualquer parte do globo, a qualquer hora.

Manuel Queiroz e Paulo Frischknecht

Qual a razão para ser o CNID a lançar esta iniciativa? Porque os Jornalistas são parte importante da narrativa das vitórias desportivas e porque tratando-se de uma organização sem fins lucrativos, que tem apoio do Estado mas é privada, encontra-se ao mesmo tempo suficientemente distante e suficientemente próxima das confederações, das federações e dos atletas.

Naturalmente, não será possível fazer tudo ao mesmo tempo. O projeto começa pelos títulos nacionais e internacionais, alargando a recolha de informação para o nível distrital numa segunda fase.

O projeto conta com o cofinanciamento da Fundação do Desporto e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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