Carta aos Sócios

O presidente da Direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, Manuel Queiroz, enviou a tradicional carta aos associados, formulando votos de um 2021 bem melhor e apelando à renovação do vínculo com a nossa Associação.

A carta pode ser lida na zona lateral direita da página de entrada.

Os galardoados com os Prémios CNID 2020

Rui Santos (60 anos) tem carreira longa e profícua. Com apurado sentido da notícia e um certo gosto pela polémica, pelo desafiar as consciências em muitas matérias, porque o Jornalismo também se faz de “agitar as águas”. Começou em A Bola, foi colunista do Record, ganhou audiências e notoriedade na SIC. É muitas vezes contestado, sinal de que a sua opinião tem peso no meio do futebol, a área a que dedicou toda a vida profissional. Nunca renegou o Jornalismo e sempre se assumiu como uma voz incómoda, que os poderes tinham e têm de escutar.

José Luís Gageiro dos Reis Moreira (45 anos), nasceu em Lisboa e radicou-se no Porto. Tem feito a carreira no desporto e não só. A sua arte e o seu gosto vão muito além de um tema único. Ligado ao diário desportivo Record desde 1998, tem mais de 20 anos de experiência em todos os desportos e em todos os géneros. É um repórter de grande flexibilidade, atento ao pormenor da notícia, à marca do contexto ou à beleza de um enquadramento natural. Tem construído uma carreira de qualidade, demonstrando também a capacidade de ajudar os outros, sobretudo os mais novos. Ou de ter o seu próprio projeto, como é hoje a Movenoticias, que dirige.

Rádio Hertz – Acompanha sempre os jogos do Sporting de Tomar em hóquei em patins, em casa e fora, o futebol da zona de Santarém, mas também todas as modalidades. Tem um “site” sempre em atualização. Existe desde 1983, o tempo das chamadas “rádios piratas”. As emissões regulares começaram em 1984, entrou na legalidade em 9 de junho de 1989. São mais de 30 anos de luta e de ligação à comunidade, sempre com grande atenção ao desporto. João Franco é o diretor de uma equipa que, se não é grande em número, tem grande coração. Paulo Pereira e Rui Bugalhão são os “homens do desporto”.

Rita Latas (27 anos) nasceu em Lisboa e cresceu em Évora. Foi jogadora federada de futebol e futsal durante 13 anos, tendo começado no Lusitano de Évora, em futebol, numa equipa masculina. É licenciada em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e obteve o mestrado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Ainda durante os estudos universitários, publicou no site “Bola na Rede” e fez reportagens para a rádio “Desporto na Hora”. Profissionalmente, começou em A Bola TV e, em março de 2019, mudou para a Sport Tv. Em 2020 tornou-se na primeira portuguesa a narrar em direto um desafio do primeiro escalão do futebol profissional.

Murillo Lopes (76 anos) tem sido de enorme dedicação ao CNID, de que é secretário-geral. Jornalista reformado, depois de longa e profícua carreira, sobretudo nos jornais, generalistas ou desportivos. António Murillo Oeiras Lopes é incansável na forma como desprendidamente serve o CNID ou na relação sempre correta, leal e de ajuda desinteressada a todos os colegas. Continua a ser um exemplo para todos nós, uma força feita de coragem e de saber acumulado.

Maria Martins (21 anos) nasceu em Moçarria (Santarém) e foi Medalha de Prata no “Europeu” em eliminação, Medalha de Bronze em scratch e Medalha de Bronze no “Mundial” em eliminação. Uma excecional atleta de pista e de estrada e que logo nos juniores deu nota da sua classe em provas internacionais. Os resultados atuais fazem dela já uma das melhores atletas de sempre do desporto português e permitem antever que a carreira atingirá ainda outros pináculos. Neste ano tão estranho, Maria Martins é um raio de esperança.

Norberto Mourão (40 anos), atleta de paracanoagem do Sporting Clube de Portugal, depois individual, sagrou-se em 2020 vice-campeão mundial na prova de VL2 200 metros da Taça do Mundo, disputada em Szeged, na Hungria. Um ano antes, precisamente no mesmo local, garantira a primeira vaga de sempre da paracanoagem portuguesa nos Jogos Paralímpicos, os que estão previstos para Tóquio.

A União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo é a mais antiga federação desportiva do pais, contando 121 anos. O presidente, Delmino Pereira, recentemente reeleito, esta à frente de uma organização que tem tido resultados excecionais nos últimos tempos, algo nunca visto nas outras modalidades, com títulos europeus e mundiais de jovens e de consagrados, masculinos e mesmo femininos, algo ainda mais raro. O ano de 2020 foi mesmo verdadeiramente excecional, com Daniela Campos, Maria Martins, Ivo e Rui Oliveira, Iuri Leitão ou João Almeida, Ruben Guerreiro ou Rui Costa, ou tantos e tantos outros. O Centro de Alto Rendimento de Anadia não pode ser dissociado deste conjunto de resultados, como não o pode ser o selecionador nacional, Gabriel Mendes.

José Manuel Constantino (70 anos), licenciado em Educação Física, foi professor do ensino básico (1973-1986) e docente universitário (1994-2002). Membro do Conselho de Fundadores da Fundação do Desporto (2001), presidente da Confederação do Desporto de Portugal (2000-2002) e do Instituto do Desporto de Portugal (2002-2005). Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (2016) e Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (2016). É presidente do Comité Olímpico de Portugal desde 2013. Hoje em dia é uma das vozes mais escutadas em Portugal sobre Desporto, sendo várias as intervenções relevantes durante o ano de 2020.

Prémios CNID 2020

 
 
A lista dos galardoados com o Prémio CNID 2020 é a seguinte:
 
COMUNICAÇÃO SOCIAL
 
Jornalista – Rui Santos (SIC)
PRÉMIO NEVES DE SOUSA
 
Fotógrafo – José Moreira (Record)
PRÉMIO NUNO FERRARI
 
Rádio – Rádio Hertz (Tomar)
PRÉMIO ARTUR AGOSTINHO
 
Revelação – Rita Latas (SPORT TV)
PRÉMIO VÍTOR SANTOS
 
Dedicação – Murillo Lopes
PRÉMIO RODRIGO PINTO
 
DESPORTISTAS
 
Atleta – Maria Martins (Drops, equipa britânica, ciclismo)
 
Atleta paralímpico – Norberto Mourão (Sporting Clube de Portugal / individual, paracanoagem)
 
Federação – Federação Portuguesa de Ciclismo
 
Prestígio – José Manuel Constantino (Comité Olímpico de Portugal)
PRÉMIO FERNANDO SOROMENHO
 
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Apesar das contingências, o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto decidiu manter a tradição iniciada em 1966 e atribuir, embora em número inferior ao dos últimos anos, os Prémios CNID 2020.
 
A entrega dos galardões, que estava prevista para Odivelas – Cidade Europeia do Desporto, ocorrerá em data, circunstâncias e local a definir.
 
Recordamos que os galardoados com os troféus de Atleta do Ano (masculino e feminino), atribuídos por um júri alargado, serão conhecidos no próximo dia 30.
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A Direção do CNID – AJD
Lisboa, 23 de Dezembro de 2020

Prémios CNID 2020

 

Divulgação amanhã (dia 23) à tarde.

 
[Nota – As distinções de “Atleta do Ano 2020”, masculino e feminina, serão divulgadas no dia 30.]

Carlos Machado vai amanhã a sepultar

Jornalista de O Jogo era secretário da MAG do CNID

O CNID atribuiu em 2011 um dos seus prémios a Carlos Machado, que o recebeu na sede da Liga de Clubes das mãos do antigo jogador Vitor Baía e do jornalista Carlos P. Santos

O jornalista Carlos Machado, secretário da Mesa da Assembleia Geral do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto e chefe de Redação do diário O Jogo, faleceu repentinamente em casa na madrugada de ontem (quinta-feira, dia 10).
O velório acontece a partir das 20h00 de hoje, sexta-feira, na Igreja de Leça, e o funeral será amanhã, sábado, às 12h00.
Carlos Manuel Oliveira Machado, que completaria 59 aos no próximo dia 28 deste mês de Dezembro, tinha fechado a edição desse dia do jornal, em teletrabalho, “com os habituais cuidados extremos”, disse José Manuel Ribeiro, diretor de O Jogo. Deixa a mulher e um filho.

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Rita Latas na primeira pessoa

No passado domingo, dia 6, Rita Latas tornou-se na primeira portuguesa a narrar um jogo de futebol na televisão. Aconteceu no Belenenses-Sp. Braga, disputado no Jamor e transmitido pela Sport Tv. O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto pediu a Rita Latas um “texto de apresentação”, que transcrevemos a seguir.

Rita Latas narrou o Belenenses SAD – Sp. Braga no Estádio Nacional, em jogo a contar para a 9.ª jornada da I Liga 2020/21. (Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Nasci em Lisboa em 1993 mas fui muito cedo para Évora, cidade onde vivi até aos 18 anos. No regresso à capital, obtive uma licenciatura em Sociologia no ISCSP e posteriormente um mestrado em Jornalismo na ESCS.
Tive o primeiro contacto com a área do Jornalismo ainda durante a faculdade, através de publicações no site “Bola na Rede” e de reportagens para a rádio “Desporto na Hora”. Profissionalmente, A Bola TV foi a minha primeira casa até que, em março de 2019, assinei pela Sport Tv.
A minha paixão pelo futebol surgiu ainda durante a infância. Comecei por jogar no Lusitano de Évora, numa equipa masculina, antes de passar para o futsal, já numa equipa feminina.
Fui federada durante 13 anos e só “pendurei as chuteiras” e as sapatilhas quando aliar as duas coisas se tornou impossível.

A PROPÓSITO DA NARRAÇÃO
DO BELENENSES-SP. BRAGA

Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida, não só profissionalmente como a nível pessoal.
É muito bom quando sentimos que somos uma aposta contínua, vemos o nosso trabalho (ainda mais) reconhecido e temos a possibilidade de tentar agarrar estas oportunidades.
Espero que tenham sido mais do que 90 minutos de futebol… Que tenham sido 90 minutos que possam abrir portas para futuras aspirantes a jornalistas no ramo desportivo que tenham o sonho de atingir patamares mais.

Comunicado

A resposta do treinador Jorge Jesus ontem, no final do jogo na Madeira, a uma pergunta da Jornalista da SportTv na habitual entrevista rápida, é absolutamente inadequada e indigna de um dos treinadores portugueses com mais títulos.
 
O CNID repudia da forma mais veemente o comportamento de Jorge Jesus. O respeito que Jorge Jesus pediu ao adversário do campo não o teve ele por alguém que fazia o seu trabalho de forma irrepreensivelmente profissional.
 
O facto de se tratar de uma Jornalista deve ser encarado com a normalidade do século XXI, tanto que amanhã mesmo, pela primeira vez, uma mulher vai arbitrar um jogo da Liga dos Campeões, depois de já ter arbitrado a Supertaça Europeia masculina.
 
Felizmente há muito que o futebol e o Jornalismo não são coutadas de nenhum género, tendo todos que ter as portas abertas em qualquer desporto. E a influência feminina deve ser particularmente bem acolhida pelo mundo do futebol.
 
Pel’ A Direção
Manuel Queiroz
Presidente
 
Lisboa, 1 de Dezembro de 2020)