Patrícia Mamona e Pedro Pichardo eleitos “Atletas do Ano – 2021”

Patrícia Mamona e Pedro Pablo Pichardo foram eleitos pelo CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto como Atletas do Ano – 2021 em Portugal.

Se no ano passado tinham sido distinguidos dois atletas do ciclismo (Maria Martins e João Almeida), agora levou a melhor o atletismo, com os dois medalhados olímpicos do triplo salto a serem eleitos: Patrícia Mamona, ligada ao Sporting Clube de Portugal, ganhou a medalha de prata e Pedro Pichardo, ligado ao Sport Lisboa e Benfica, conquistou mesmo o ouro em Tóquio2020, competição que foi apenas realizada este ano devido à pandemia.

Patrícia Mbengani Bravo Mamona, nascida em Lisboa, na freguesia de S. Jorge de Arroios, em 21 de novembro de 1988, ganhou este ano, para além da prata olímpica, o ouro no Europeu de Pista Coberta, em Torun, na Polónia.

Pedro Pablo Pichardo nasceu em Santiago de Cuba em 30 de junho de 1993 e sob a bandeira portuguesa foi este ano campeão do mundo de Pista Coberta em Torun e vencedor olímpico em Tóquio. É neste momento recordista cubano de triplo salto (18,08 m) e de Portugal (17,98 m).

O júri do CNID – composto por jornalistas, caso dos diretores dos três diários desportivos e os responsáveis da área nos diversos órgãos de comunicação, e também por personalidades ligadas ao meio, como o presidente do Comité Olímpico de Portugal e o presidente da Confederação do Desporto – votou a lançadora do peso Auriol Dongmo e a judoca Telma Monteiro nos segundo e terceiro lugares, mas se a vencedora teve 45 votos, Auriol recolheu 19 e Telma 16. Em quarto lugar ficou a canoísta Teresa Portela e em quinto a surfista olímpica Yolanda Hopkins Sequeira.

Nos homens, o segundo foi o canoísta Fernando Pimenta e o terceiro o futsalista Ricardinho. Pichardo liderou com 40 votos, Pimenta teve 18 e Ricardinho 14. O quarto foi o ciclista João Almeida e o quinto o futebolista Pedro Gonçalves.

Esta é a terceira vez que o CNID elege os Melhores Atletas do Ano, na esteira do que faz a AIPS – Associação Internacional da Imprensa Desportiva, a que o CNID está associado desde a fundação, em 1966.

Em 2019 os galardoados foram Fu Yu, atleta de ténis de mesa, e Jorge Fonseca, do judo, que obtiveram brilhantes resultados internacionais.

ATLETAS DO ANO – CNID

2021 – Patrícia Mamona e Pedro Pichardo

2020 – Maria Martins e João Almeida

2019 – Fu Yu e Jorge Fonseca

FELIZ ANO NOVO

A Direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto deseja a todos os associados um Feliz Ano Novo, repleto de sucessos pessoais e profissionais.

Em 2022 haverá um novo cartão de sócio, pelo que os associados que o desejem devem enviar uma foto actualizada (acompanhada do nome profissional que gostariam de ver inscrito no cartão e do número de sócio actual) para cnid@cnid.pt.

Está em curso uma actualização do ficheiro de sócios pelo que haverá lugar a uma renumeração, a qual já constará nos novos cartões.

Feliz Ano de 2022.

Carta aos Sócios

O presidente da Direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, Manuel Queiroz, enviou a tradicional carta aos associados, na qual se refere à atividade desenvolvida em 2021, dá conta de algumas novidades e apela à renovação do vínculo com a nossa Associação.

A carta pode ser lida na zona lateral direita da página de entrada no “site” ou aqui.

Tenho em mim os saberes de dois Mundos

José Manuel Delgado

Pediu-me o Manuel Queiroz que escrevesse algumas linhas a propósito do Prémio Carreira que o CNID entendeu por bem entregar-me. Começo por quem dá o nome a este galardão, David Sequerra, jornalista e entusiasta do futebol de formação, que foi quem me chamou, pela primeira vez, aos trabalhos de uma Seleção Nacional. Corria o ano de 1974 e a FPF decidiu criar um segundo escalão etário para as suas representações mais jovens, nascendo assim a primeira equipa de juvenis. As escolhas eram da responsabilidade do selecionador nacional, David Sequerra, e o comando da equipa ficou a cargo de um jovem treinador saído há pouco do INEF, de seu nome Manuel Jesualdo Ferreira (José Moniz encarregava-se da Seleção de Juniores). Foi assim que, na Páscoa de 1975, fui o guarda-redes de Portugal na estreia da Seleção Nacional de Juvenis, no Torneio de Saint-Malo…

Saltemos no tempo – referindo que ao longo da minha carreira de futebolista profissional vi publicados textos em A Bola, Record,  Gazeta dos Desportos e Off-Side – e fixemo-nos na encruzilhada em que me encontrei quando decidi pendurar as luvas, em 1989, aos 31 anos. Abriram-se-me, então, três possibilidades profissionais: a primeira ligada ao Direito; a segunda como treinador de futebol, cujo curso tinha acabado de concluir; e a terceira no jornalismo.

Segui a terceira via, com a ajuda do Joaquim Letria que me deu a oportunidade de integrar os quadros da Revista Sábado, que para me acolher criou a editoria de Desporto. É verdade, apesar de ter, à altura, apenas o título profissional de Jornalista Estagiário, fui um editor ‘sui generis’, já que editava-me a mim próprio, único integrante daquela secção…

Já lá vão 32 anos e nunca lamentei a via que segui, e que me levou além da Sábado, a A Capital, Record, e A Bola, que me deram a oportunidade de estar presente em seis Europeus, cinco Mundiais, uma Copa América e uns Jogos Olímpicos.

Assisti, na primeira fila, ao ‘boom’ da comunicação social em Portugal, na década de 90 do século passado, e testemunhei a chegada em força do digital, com as dúvidas quanto ao modelo de negócio que ainda subsistem. As circunstâncias do Mundo mudaram, e não irei, neste espaço, escalpelizar as razões que levam a que hoje em dia as redações sejam mais curtas. A única certeza que tenho é que nunca será possível fazer jornalismo sem jornalistas…

Mas gostava de partilhar convosco algo que tive a fui capaz de interiorizar ao longo de meio século no futebol.

Durante os anos em que joguei, de 1972 a 1989, aprendi muito, quer sobre as dinâmicas do balneário, quer sobre o lado mais profundo da liderança, com todos os treinadores com quem me cruzei, e tornei-me capaz de ler o jogo como só faz quem andou lá dentro. Porém, enquanto jornalista, continuei a aprender com quem, na bancada de imprensa e na redação, tinha uma visão mais analítica do fenómeno, baseada num conhecimento diferente, mas ainda assim muito assertivo, válido e enriquecedor. E sinto-me privilegiado por poder dizer que absorvi, e procuro verter nas minhas análises, o melhor de dois mundos que são vistos muitas vezes como antagónicos, mas que, na realidade, são amplamente complementares.

Mas, afinal de contas, o que é ‘perceber de futebol’?

Para mim, muito simplesmente, é olhar para o jogo e saber exatamente o que está a acontecer, o ‘como’ e o ‘porquê’.

Como jornalista, a missão que se segue é partilhar com o público essa visão, da forma mais clara possível, sem recurso a termos rebuscados, de inspiração tecnocrata, que só servem, por um lado para confundir quem lê, e por outro para mascarar, com vestes de sapiência, um conhecimento incipiente do fenómeno.

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JOSÉ MANUEL DELGADO é Diretor adjunto de A Bola. Foi galardoado com o Prémio CNID 2021 – CARREIRA – David Sequerra.

Fernando Marques, o “Formidável” partiu há 25 anos

CNID presta homenagem a sócio da primeira hora.

Fernando Marques, conhecido profissionalmente por Formidável, foi sócio do CNID desde o início da nossa Associação. Esteve no Mundial de 1966, em Inglaterra, onde foi captado numa das fotos icónicas do futebol português, a consolar um Eusébio em lágrimas a abandonar o relvado de Wembley.

O Formidável correu o Mundo, acompanhando dois dos seus amores: o Benfica e a Selecção Nacional. O outro foi a Académica de Coimbra, a Briosa.

Dele há histórias mirabolantes, como aquela em Moscovo, quando Portugal foi goleado pela Rússia e o guarda-redes Bento se queixou da falta de laranjas: havia um bife para cada elemento da comitiva, ele chegou mais cedo ao restaurante do hotel, comeu dois e… houve confusão. Ou uma outra, em Itália, em que os jogadores se quotizaram para pagar o bilhete de comboio para o Formidável regressar a Portugal.

Para além do Mundial de 66, esteve no Europeu de 84, em França, e no Mundial do México, em 1986.

Colaborou com praticamente com todos os jornais do país. A Bola, Record, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Diário de Coimbra foram os principais. Era o sócio n.º 72 do CNID e o n.º 511 da Associação Internacional da Imprensa Desportiva (AIPS).

O Formidável conseguiu algo invulgar: ser designado sócio de uma Associação de Futebol – a de Coimbra. Foi-lhe atribuída a Medalha de Bons Serviços Desportivos, por proposta do CNID. E tem um poema que Manuel Alegre escreveu sobre ele.

Hoje, 17 de Dezembro, completam-se 25 anos sobre a data do falecimento de Fernando Marques, o Formidável.

O CNID decidiu evocá-lo na recente Gala 2021 e descerra hoje, na sua sede, um quadro de fotografias obtidas pelo Formidável no Mundial de 66, para fazer companhia a outro já existente de Nuno Ferrari.

É a nossa homenagem a um sócio da primeira hora.

 

QUADRO DE FOTOGRAFIAS do “Formidável” a partir de hoje na sede do CNID

Fundação do Desporto reforça apoio a “Campeões de Portugal”

Paulo Frischknecht, presidente da Fundação do Desporto, e Manuel Queiroz, presidente da direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, assinaram o protocolo de financiamento da Fase II do projeto Campeões de Portugal.

“Campeoesdeportugal.pt”, a iniciativa do CNID que conta com o apoio da Fundação do Desporto e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pretende ser a maior base de dados sobre os melhores atletas portugueses, reunindo informação de todas as modalidades.

Neste momento está a ser ultimada a plataforma informática de suporte ao projeto.