Patrícia Mamona recebeu Prémios CNID 2021

2022-04-26

Patrícia Mamona, atleta do Sporting CP, medalha de prata no triplo-salto dos
Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (adiados para 2021 por causa da
pandemia do coronavírus), e com outros títulos a nível nacional e
internacional recebeu, ao final da tarde de domingo, 24 Abril 2022, o
troféu anual do CNID para “melhor atleta” (eleita pela Direcção do CNID – em cima)) e o Prémio para a “Melhor Atleta do Ano” (escolha por um júri
de personalidades ligadas ao desporto, de jornalistas a dirigentes e outros, promovido pelo CNID) .
A entrega das distinções só agora foi possível concretizar, primeiro
porque a campeã leonina não pôde comparecer (por motivos
relacionados com o seu treino), na Gala da comemoração dos 55
anos de fundação do CNID-Associação dos Jornalistas de Desporto (AJD)
que decorreu em Dezembro de 2021, no antigo Mercado de Santa Clara, em
Lisboa (junto ao Panteão Nacional). Em segundo lugar, porque a
preparação da nova temporada de atletismo 2022/23 obrigaram Patrícia
Mamona a estar ausente do País por longos períodos, no
cumprimento de estágios e participação em torneios no estrangeiro,
alguns dos quais venceu, com marcas ao nível da alta performance a que
já habituou o triplo-salto feminino, mundial.
A entrega dos Prémios CNID 2021 foi feita por Murillo Lopes,
Secretário-Geral da nossa instituição.

(FOTOS; DIOGO ANTUNES)

Comunicado

Os sócios do CNID elegeram hoje, quinta-feira, 13 de Abril, os novos corpos sociais para o quadriénio 2022-2026, sufragando a única lista que se apresentou ao ato eleitoral.

A nova direção continua a ser presidida por Manuel Queiroz, o Conselho Fiscal passa a ser liderado por João Marreiros e a Assembleia Geral continua a ter Santos Neves na presidência. A tomada de posse teve lugar logo após o final da votação.

Os novos corpos gerentes são os seguintes: 

Assembleia Geral

Presidente: António Santos Neves

Vice-presidente: Mário Martins

Secretário: Mário Rui de Castro

Suplente: José Manuel Freitas

Direção

Presidente: Manuel Queiroz

Presidente-adjunto: Paulo Sérgio

Vice-presidente financeiro: António Simões

Vice-presidente – Luís Cristóvão

Secretário-geral: Murillo Lopes

Suplente: Francisco Paraíso.

Conselho Fiscal

Presidente: João Marreiros

Secretário: Rui Dias

Relator: Paulo Luís de Castro

Suplente: Rui Paulo Oliveira

 

Lisboa, 13 de Abril de 2022

O presidente da Assembleia Geral

António Santos Neves

“DESPORTO COM ÉTICA / 2021” JÁ TEM PREMIADOS

Está concluída a 10.ª edição do Prémio de Imprensa “Desporto com Ética/2021”, tendo sido distinguidos, por categoria, os seguintes textos e autores:
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— Imprensa Regional
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1.º Prémio
Texto: “Ética no Desporto e o Direito”
Autor: Jorge Machado
Publicado em: Entre Margens
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2.º Prémio
Texto: “A goleada do Alfeizerense”
Autor: Rafael Raimundo
Publicado em: Região de Cister
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3.º Prémio
Texto: “Cartão Branco”
Autor: Marina Guerra
Publicado em: Região de Leiria
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— Imprensa Desportiva e/ou na Imprensa Generalista
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1º. Prémio
Texto: “O futebol pacificador que junta bairros sociais inimigos em nome de Rafael Leão”
Autor: Isaura Almeida
Publicado em: Diário de Notícias
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2.º Prémio
Texto: “Wendel ajudou adversário em vez de tentar o golo que podia valer a manutenção”
Autor: Ana Rodrigues
Divulgado por: Agência Lusa
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3.º Prémio
Texto: “Racismo está dentro do futebol”
Autor: Pedro Cadima
Publicado em: A Bola
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Menção Honrosa
Texto: “Jean-Marc Bosman, o preço da liberdade”
Autor: Ricardo Rodrigues
Publicado em: O Contacto (Luxemburgo)
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O concurso é promovido pelo PNED – Plano Nacional de Ética no Desporto (Instituto Português do Desporto e Juventude) e pelo CNID – Associação dos Jornalistas do Desporto.
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Os trabalhos premiados podem ser lidos aqui. [clicar nos títulos]

ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL

Na sequência da Convocatória oportunamente enviada, recorda-se aos Senhores Associados o seguinte:

  1. Que a Assembleia-Geral terá início pelas 11h00 do dia 13 de Abril de 2022, na sede do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, no Bairro da Liberdade, Lote 6 – 2º piso, encerrando pelas 17h00.
  2. Mais abaixo divulga-se a única lista que deu entrada nos Serviços dentro do prazo definido na Convocatória;
  3. O voto deve ser dobrado em quatro e devolvido no envelope que se anexa, sem qualquer indicação exterior, juntamente com fotocópia do Cartão de Associado, até 8 de Abril próximo (data do envelope);

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Lista dos Corpos Sociais do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto
2022 – 2026

Assembleia Geral

Presidente – António Santos Neves – sócio n.º 5
Vice-presidente – Mário Martins – sócio n.º 19
Secretário – Mário Rui de Castro – sócio n.º 13
Suplente – José Manuel Freitas – sócio n.º 117

Direção

Presidente – Manuel Queiroz – sócio n.º 35
Presidente-adjunto – Paulo Sérgio – sócio n.º 45
Vice-presidente financeiro – António Simões – sócio n.º 344 A
Vice-presidente – Luís Cristóvão – sócio n.º 231
Secretário-geral – Murillo Lopes – sócio n.º 7
Suplente – Francisco Paraíso – sócio n.º 37

Conselho Fiscal

Presidente – João Marreiros – sócio n.º 74
Secretário – Rui Dias – sócio n.º 155
Relator – Paulo Luís de Castro – sócio n.º 20
Suplente –  Rui Paulo Oliveira – sócio n.º 166

Lisboa, 14 de Março de 2022

Mesa da Assembleia Geral

O Presidente
António Santos Neves

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Convocatória

Ao abrigo do Artigo 21.º dos Estatutos e para os fins determinados na alínea d) do Artigo 13.º convoco a Assembleia-Geral Ordinária do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto para reunir no dia 25 de Março de 2022, pelas 11h00, na sede do CNID, no Bairro da Liberdade, lote 6 – 2.º piso, em Lisboa, com a seguinte

Ordem de Trabalhos

  1. Apreciação e votação do Relatório e Contas do Exercício de 2021 e Parecer do Conselho Fiscal (artigo 15.º do Capitulo VI dos Estatutos).
  2. Quaisquer outros assuntos suscitados pelos sócios.

Não estando presente, à hora indicada, a maioria dos associados, a Assembleia funcionará, meia hora depois, com qualquer número de sócios, de acordo com o definido no Artigo 18.º.

Todos os elementos relativos às contas do exercício encontram-se à disposição dos sócios, para consulta, na sede do CNID, no Bairro da Liberdade, diariamente, das 14h30 às 18h00, conforme as disposições legais para o efeito.

Dadas as condições de pandemia e as recomendações da Direção-Geral de Saúde, os sócios que quiserem participar nesta Assembleia Geral terão que o declarar até 48 horas antes, indicando o respetivo endereço de e-mail para lhe ser enviado o link da transmissão.

Lisboa, 18 de Março de 2022

Presidente da Mesa da Assembleia-Geral

António Santos Neves

MONIZ PEREIRA (SÓCIO DO CNID) EVOCADO NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA

O CNID recordou na passada quinta-feira a figura de Mário Moniz Pereira, que foi atleta, treinador, pedagogo, artista e compositor, e também jornalista, sendo mesmo sócio do CNID durante 48 anos, de 1968 até à sua morte, num colóquio organizado na Universidade Lusófona em Lisboa.

Leonor Moniz Pereira, filha, Carlos Lopes e Domingos Castro, antigos atletas, e Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola, evocaram a figura do chamado “Senhor Atletismo” numa sessão que decorreu ao longo de duas horas no Auditório Agostinho da Silva na Lusófona, com moderação do jornalista e professor universitário Carlos Andrade e integrado na IX Semana de Comunicação, Arte e Tecnologia, que é já marca daquela escola de nível superior.

Santos Neves, presidente da Assembleia Geral do CNID, recordou o professor Moniz Pereira e salientou que o colóquio se enquadrava ainda no protocolo que o CNID assinou com a Câmara Municipal de Lisboa no quadro da Capital Europeia do Desporto 2021.

Com a ajuda do presidente da direção, Manuel Queiroz, entregou depois medalhas comemorativas dos 55 anos do CNID ao professor Luís Cláudio, responsável da Lusófona, e a cada um dos oradores. Vítor Serpa, sócio do CNID, recebeu um troféu Reconhecimento.

Mais de uma centena de pessoas acorreu ao auditório e foi Vítor Serpa a abrir as hostilidades, sublinhando como Moniz Pereira começou a escrever em A Bola logo em 1948, ou seja, três anos após a fundação do jornal. “E em 1952, poucos dias antes do início dos Jogos de Helsínquia, estava na primeira página porque era um dos vários especialistas que iria escrever” sobre as provas.

À pergunta se hoje ainda seria possível ter um colaborador como Moniz Pereira, que escrevia sobre as provas em que participavam os atletas que treinava, Vítor Serpa recorreu a uma perspetiva histórica: “Os treinadores e até atletas escreverem nos jornais foi pela perspetiva de ir buscar quem tinha conhecimentos e assim fomos crescendo juntos. Há um momento em que o profissionalismo, dos atletas e também dos jornalistas, nos anos 60 e 70, obrigou a uma separação das águas.”

Lembrou também o nascimento do CNID em 1966, motivado pela primeira qualificação de uma seleção portuguesa de futebol para o Mundial. altura em que os jornalistas desportivos não eram aceites no Sindicato dos Jornalistas – estavam no dos Tipógrafos – e por isso não tinham carteira profissional nem documento que os identificasse. Daí nascer o CNID para suprir essa falha e foi CLUBE (e não Associação) porque não havia liberdade de associação e este tipo de organização/denominação não era permitido. Assim se “inventou” um clube – o CNID.

A Professora Leonor Moniz Pereira recordou o primeiro escrito do pai, então na Associação dos Estudantes do INEF (Instituto Nacional de Educação Física), e falou da forma como usava as estatísticas, que na altura era um instrumento que pouco se usava no desporto, para perceber a evolução de atletas ou da modalidade.

Contou o episódio em que o pai, numa formação de jornalistas em que participou, através de primeiras páginas de A Bola demonstrou como as modalidades – e nomeadamente o atletismo – foram desaparecendo do frontispício do jornal.  E de como isso era penalizador até para a cultura desportiva do povo português.

Vítor Serpa recordou, a certa altura, que muita gente achava que Moniz Pereira era anti-futebol. “Ora, não só chegou a ser preparador físico de uma equipa de futebol do Sporting, como ele próprio dizia: ‘Não sou nada contra o futebol, só sou contra o futebol que é inimigo de tudo o resto’”.

As palavras dos dois antigos atletas presentes foram comovedoras. “Para mim foi muito mais do que um treinador”, disse Carlos Lopes, recordando a disciplina que impunha e que o levou à Medalha de Ouro olímpica na maratona em Los Angeles. “Se chegava atrasado um minuto, ele dizia: já perdeste uma volta à pista…”.

Desmentiu que houvesse no balneário um letreiro que dissesse “há treinos todos os dias, faça sol, chuva ou neve – em caso de terramoto a decisão será tomada na hora”. Não havia um quadro com esses dizeres, “mas era esse o espírito, indiscutivelmente. Ele dizia que se houvesse um terramoto se podia treinar na mesma e se se abrisse uma cratera treinava-se a descer e depois a subir”.

Domingos Castro comoveu todos os presentes, lembrando que “ele tratava de tudo o que tinha a ver com dinheiro, até dos ‘cachets’ nas provas internacionais e dizia sempre: ‘Tenham cuidado com o dia de amanhã’. Isso ficou-me e a minha grande medalha, a maior de todas, foi ter podido dar uma casa aos meus pais. Na minha infância éramos cinco rapazes e dormíamos todos na mesma cama, e as três meninas dormiam na cozinha. Ao prof. Moniz Pereira o devo, em grande parte. Ele viu-me numa corrida em Vigo e perguntou-me se queria ir para o Sporting. Claro que eu queria, mas disse-lhe que eu tinha que ganhar dinheiro para a família e ganhava 17 contos por mês. Saiu-me 17, porque na verdade só ganhava 15… E ele disse-me: então vais para o Sporting, que paga esses 17 contos e tu ficas a viver no Lar do Sporting. E assim foi, vivi lá com o Figo e tantos outros e tudo o que ganhava entregava aos meus pais. Tudo.”.

Carlos Lopes lembrou que Moniz Pereira tinha um método, sobretudo de repetição do esforço, mas que além disso sabia sempre muito bem quem eram os grandes adversários e que marcas era preciso fazer para se ganhar. “Estava à frente do seu tempo”, disse, enquanto Leonor Moniz Pereira falava dos famosos caderninhos em que o pai escrevia todas as marcas dos seus atletas. Num deles, lembrou Vítor Serpa, chegaram a estar marcas de jogos enquanto criança. “Ele inventava provas. Como no quintal de casa o espaço não era muito, inventou o duplo salto, porque não dava para triplo. E tinha esses resultados, dele e dos meninos vizinhos, também apontados. Era impressionante”.

O diretor de A Bola relembrou ainda a amizade de Moniz Pereira com ‘Gigi’, um vizinho do prédio que não tinha nenhum jeito para desporto, mas que veio a ser primeiro-ministro e cujo nome de batismo era Mário Soares.

MONIZ PEREIRA: A FACETA DE JORNALISTA

O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto organiza esta quinta-feira, na Universidade Lusófona, em Lisboa, o colóquio “Moniz Pereira – a faceta de jornalista”.
A iniciativa – que está integrada na IX Semana da Comunicação, Artes e Tecnologias daquela Universidade – decorre entre as 14h30 e as 16h30, no Auditório Agostinho da Silva, no Campo Grande.
O Prof. Moniz Pereira, treinador que conduziu muitos atletas a medalhas olímpicas, mundiais e europeias, foi também sócio do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto. Escrevia sobre as provas em que participavam os seus próprios atletas, o que hoje nos parece algo impossível de aceitar, mas que ele fazia com grande interesse.
Trata-se de um lado diferente da História do Jornalismo que também deve ser conhecido, porque não aconteceu só em Portugal, bem longe disso, e corresponde a um outro “tempo noticioso”.
Moniz Pereira vai assim ser recordado pela filha, a Prof.ª. Leonor Moniz Pereira, por Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola, pelos antigos atletas Carlos Lopes, medalha de Ouro na Maratona dos Jogos Olímpicos Los Angeles em 1984, e Domingos Castro, que foi medalha de Prata nos 5000 metros dos “Mundiais” de Roma, em 1987.
A moderação estará a cargo de Carlos Andrade, que é professor na Lusófona.
É com gosto que o CNID-AJD se associa à Universidade Lusófona e à Câmara Municipal de Lisboa nesta realização, incluída no protocolo ligado ao programa de Lisboa – Capital Europeia do Desporto. assinando entre a autarquia e a nossa Associação.