API promove cursos gratuitos de capacitação digital

  A Associação Portuguesa de Imprensa (API) está a promover, em conjunto com o Aveiro Media Competence Center e o Google News Initiative, cinco cursos gratuitos de capacitação digital para os profissionais dos media. As inscrições estão abertas e pode ter acesso à informação fundamental através deste link:

https://a-mcc.eu/pt/formacao/

São todos realizados online e ao vivo e têm normalmente quatro sessões mais uma mesa redonda, Todos têm como destinatários editores e jornalistas e começam já dia 10 de janeiro, com um curso de Gestão de Dados, em quatro sessões.

O segundo tem início no dia 12, é sobre Receita Publicitária e nele se falará da criação da sua própria estratégia publicitária, ou da relação entre dados e anúncios.

A 24 de janeiro começa outro e tem o título de “Receitas de leitores”, desenvolvendo conceitos, por exemplo, de como conseguir captar receitas pela interação com os leitores, procurar receitas alternativas ou otimizar o seu funil de leitores.

O quarto começa em fevereiro e tem por título “Estratégia de negócio” e o quinto começa em Março e é sobre “Desenvolvimento de audiência”. Estes dois são compostos por três sessões e uma mesa-redonda.

Uma excelente oportunidade de reforçar os seus conhecimentos nesta áreas tão modernas e importantes e sem custos.

Auriol Dongmo e Pedro Pichardo são Atletas do Ano 2022

Auriol Dongmo, lançadora de peso do Sporting, e Pedro Pablo Pichardo, atleta do Benfica na especialidade de triplo salto, são os Atletas do Ano Feminino e Masculino de 2022 para o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto.

A votação decorreu ao longo dos últimos sete dias e envolveu um júri alargado composto pelos Órgãos Sociais da nossa associação, outros jornalistas, dirigentes e ex-atletas.

Se nas senhoras a vitória de Dongmo é muito evidente, com 64 votos, mais do dobro da ciclista Maria Martins, a segunda classificada, no setor masculino houve dúvidas até ao fim entre Pichardo e Diogo Ribeiro, o nadador de Coimbra e também atleta do Benfica, tal como Pichardo, que só teve menos quatro votos.

Pedro Pichardo repete a distinção do ano passado, enquanto Dongmo sucede a Patrícia Mamona.

Pichardo nasceu em Santiago de Cuba a 30 de junho de 1993 e este ano foi campeão europeu e mundial (neste caso de de pista coberta) e continua uma carreira extraordinária que, aos 29 anos, está ainda longe do fim. Fez 17,50m em Munique, nos Europeus, e 17,95 nos Mundiais. É campeão olímpico, europeu e mundial – algo extraordinário.

Auriol Dongmo foi campeã do mundo de pista coberta e vice-campeã da Europa no lançamento de peso. No primeiro caso lançou a 20,43m, rgistando a melhor marca do ano e também novo recorde nacional absoluto em Belgrado. Com 19,82m foi vice-campeã europeia em Munique, conseguindo assim um novo recorde nacional. A holandesa Jessica Schilder foi a vencedora.

Auriol Dongmo nasceu nos Camarões em 3 de agosto de 1990 mas esta naturalizada portuguesa, ou seja, os melhores atletas deste ano não nasceram no país e são naturalizados – um sinal dos tempos, seguramente.

As votações dos três melhores foram as seguintes:

Feminino:

1 – Auriol Dongmo (Lançamento do Peso)

2 – Maria Martins (Ciclismo)

3 – Bárbara Timo (Judo)

Masculino

1 – Pedro Pichardo (Triplo salto)

2 – Diogo Ribeiro (Natação)

3 – Fernando Pimenta (Canoagem)

Morreu Manuel Arons de Carvalho

 

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) comunicou este domingo a morte de Manuel Arons de Carvalho, antigo atleta, jornalista, fundador da Revista Aletismo e fundador do site Estatísticas de Atletismo, além de sócio do CNID, que o distinguiu há alguns meses, com a entrega de um troféu durante um almoço de homenagem em Lisboa.

“Hoje é um dia triste para a família do atletismo. Faleceu o jornalista Manuel Arons de Carvalho. Antigo atleta, jornalista especializado da modalidade, fundador da Revista Atletismo e fundador do site Estatísticas do Atletismo, Arons de Carvalho, galardoado com a Medalha de Bons Serviços ao atletismo, esteve presente, como jornalista, em Jogos Olímpicos, campeonatos mundiais e europeus de pista, pista coberta, corta-mato e estrada”, pode ler-se na nota divulgada no site da FPA.

Esta federação recordou ainda “o trabalho inestimável, com várias obras publicadas que enaltecem a história do atletismo português, é do conhecimento e tem o reconhecimento de todos”, e salienta ainda que este, já debilitado, recebeu a distinção de jornalista do Centenário na Gala do Centenário da FPA.

Arons de Carvalho esteve profissionalmente ligado ao jornal Record, tendo ainda colaborado vários anos com a ANOP e depois agência Lusa, Jornal do Benfica e Revista Atletismo, da qual foi fundador.
O funeral irá realizar-se na quarta-feira, com missa na igreja de Alfornelos, seguindo às 16 horas para o crematório de Barcarena.

À família, o CNID endereça os mais sentidos pêsames.

Candidaturas ao Prémio “Desporto com Ética 2022”

O Prémio de Imprensa “Desporto com Ética 2022” destina-se a incentivar e premiar textos originais sobre temas relacionados com a Ética no Desporto, publicados na Imprensa Regional e/ou na Imprensa Desportiva e Imprensa generalista, escrita e online.

Destina-se a jornalistas e/ou colaboradores de órgãos de comunicação social portuguesa, com sede em Portugal Continental, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira ou na diáspora.

São elegíveis artigos publicados entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2022.

 

prazo de candidatura decorrerá de 1 a 31 de janeiro de 2023.

 

O Prémio de Imprensa “Desporto com Ética” é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, IP (através do PNED-Plano Nacional de Ética no Desporto) e pelo CNID-Clube Nacional de Imprensa Desportiva/Associação dos Jornalistas de Desporto.

 

Documentos para consulta:

Regulamento aqui

Formulário de candidatura aqui

CNID assinou acordo com Associação do Direito Desportivo

Manuel Queiroz e José Miguel Sampaio e Nora assinam o protocolo

O CNID – Associação de Jornalistas de Desporto assinou na terça-feira, 29 de Novembro, um convénio com a Associação Portuguesa de Direito Desportivo.

O presidente da APDD, José Miguel Sampaio e Nora, e o presidente do CNID, Manuel Queiroz, aproveitaram o debate realizado na Universidade Europeia para assinarem o protocolo, pelo qual as duas associações se comprometem sobretudo a participarem nas atividades realizadas por cada uma e em geral a trocarem notas sobre questões que digam respeito à atividade das duas associações, além de poderem usar a menção “Parceira da APDD” ou “Parceira do CNID” na sua comunicação.

 

 

O Jornalismo vive em crise económica

O painel: Manuel Brito, Luís Vilar, Jorge Castelo, João Pedro Monteiro e João Pedro Mendonça, além do moderador João Gomes Dias

 

O Jornalismo vive um momento de viragem por muitas razões e em Portugal vive hoje em crise económica, com poucos meios, embora continue a ser substancialmente fiável.

Podem resumir-se assim as conclusões do debate sobre ‘Como pode o Jornalismo ajudar o Desporto’, organizado pelo CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto com a colaboração da Universidade Europeia e da Câmara Municipal de Lisboa e realizado na manhã de terça-feira, 29 de Novembro., no auditório daquela universidade. Luís Miguel Henriques, advogado e comentador, abriu as hostilidades com muitas provocações, antes do debate entre Jorge Castelo, professor universitário e treinador de futebol, Luís Vilar, professor universitário e comentador de futebol, João Pedro Monteiro, professor e diretor de departamento de desporto na Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Brito, Presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal e João Pedro Mendonça, Editor de Desporto na RTP,  O prof. Thiago Santos fez a saudação inicial pela Universidade Europeia e Manuel Queiroz pela parte do CNID, enquanto João Pedro Monteiro sublinhou a importância do apoio da Câmara a iniciativas como esta. O moderador foi João Gomes Dias, jornalista da Antena Um Desporto.

Luís Miguel Henriques disse que o Jornalismo “se assumia como quarto poder, menos no desporto” porque “mesmo que não tenha acontecido nada, os jornais desportivos têm sempre páginas sobre os três grandes e até as televisões e as rádios garantem uma cobertura que não tem nenhuma outra empresa ou actividade”. Identificou assim a “monodependência” como um dos fatores da crise do Jornalismo desportivo, que se estende ao facto de se tratarem, não de jornais desportivos,” mas de jornais de futebol”. “A dependência de um só produto cria uma dependência nociva e perigosa”, agravada, disse, “pelo sistema de monofornecedor ou oligarcofornecedor” que são Benfica, Sporting e FC Porto. Outro problema é a diferença de valor entre a notícia e o comentário, com vantagem para o segundo. Na análise SWOT (Forças e oportunidades vs Fraquezas e ameaças) enumerou: a credibilidade do Jornalismo é uma força, a dependência/fragilidade económica é uma fraqueza, a oportunidade estará na diversificação e a ameaça ainda na dependência. Um problema é a falta de cultura desportiva em Portugal e os Media podem ter um investimento estratégico diversificando os conteúdos, ajudando do mesmo passo a “educar o leitor”. Um outro problema que pôs em evidência foi a falta de relação, em muitas modalidades não-futebol, com os jornalistas especializados.

Luís Miguel Henrique, o provocador

Para Luís Vilar, “o desporto não é sustentável sem o jornalismo” ainda que “alguns stakeholders só achem isso quando lhes convém”. Para o professor da Universidade Europeia, “o Jornalismo não existe para apoiar o desporto, isso é tarefa do Estado e dos patrocinadores”.  Para ele “o grande desafio do Jornalismo é resistir aos poderes instalados mantendo o acesso à informação”. Exemplificou com o caso Fernando Santos/Femacosa/FPF. “Muitos de nós que comentamos nas televisões queríamos carregar nisso, mas a verdade é que a CMtv deu qualquer coisa e parou, na CNN idem”.

CNID congratula-se com condenação de Pedro Pinho

O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, congratula-se com a decisão do Tribunal de Guimarães, ontem conhecida, de condenar o empresário Pedro Pinho pela agressão ao Jornalista da TVI Francisco Ferreira, operador de câmara daquela estação de televisão. A agressão ocorreu no exterior do estádio e após o final do encontro Moreirense-FC Porto realizado em Abril de 2021.

Pedro Pinho foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, por crime público, uma vez que o jornalista estava em funções profissionais. Foram provados os crimes de dano com violência e de atentado à liberdade de informação. Nessa conformidade, o empresário foi também condenado a pagar uma indemnização ao Jornalista de sete mil euros e mais 1540 por danos patrimoniais. Francisco Ferreira pretende doar parte da indemnização à Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV).

Como se sabe, o caso foi documentado em vídeo, mas ainda assim o empresário não terá mostrado arrependimento, na avaliação feita pelo tribunal. A sentença é assinada pelo juiz J. Silva Lopes, do Tribunal Judicial da Comarca de Braga – Juiz Local de Guimarães, Juiz 4. Foi um processo comum em tribunal singular.

É uma condenação que merece os nossos elogios e que esperamos tenha os devidos efeitos para o futuro, ou seja, desencorajar de uma vez por todas a agressividade contra Jornalistas, sempre inaceitável, deslocada e criminosa. O empresário pode recorrer, mas a verdade é que um tribunal já se pronunciou e condenou a sua conduta de forma veemente.

O jornalista Francisco Ferreira nunca vacilou e foi até ao fim no processo, em nome dele próprio e de uma classe jornalística que não pode deixar de denunciar casos destes e de procurar a punição justa, para que não se repitam.

Recordamos que o CNID se solidarizou desde o princípio com Francisco Ferreira, como estará sempre solidário com os Jornalistas que sejam maltratados por qualquer forma. . 

O CNID publicará a sentença no seu site logo que possível.