Novos coletes já disponíveis

O novo colete do CNID já está disponível ao preço de 80 euros a unidade. Muito práticos para o trabalho de  repórteres-fotográficos e não só, estão adaptados às novas realidades do trabalho jornalístico e continuam a ser muito bonitos.  

Funcionamento do CNID regressa ao normal

Tal como previsto, o CNID voltou ao seu funcionamento habitual já na passada sexta-feira, dia 16, após as férias, pelo que os sócios já podem contactar a sede como habitualmente, da parte da tarde, de segunda a sexta-feira, das 15 às 18 horas.

Presidente do CNID esteve na Semana da Integridade da SIGA

O presidente do CNID participou na passada quinta-feira, dia 15 de Setembro 2022, num painel sobre o que se espera dos media num mundo desportivo ameaçado por dinheiro a mais e meios de comunicação a menos integrado na Semana da Integridade da SIGA (Aliança Global para a Integridade no Desporto, na sigla em português)..

 

Manuel Queiroz, David Nelson (diretor do AS USA), Luís Simões (presidente do Sindicato dos Jornalistas) e Jose Manuel Ribeiro (Moderador) no painel do último dia da Semana da Integridade da SIGA, n Campus da Nova Business School

“Em Portugal, como em boa parte da Europa e especialmente no sul, a Imprensa desportiva está em dificuldades nas suas edições em papel e ainda não encontrou outro modelo de negócio. Os meios estão em dificuldades, sobretudo os jornais, mas continua a haver jornalistas com vontade de denunciar, com paixão e com grande valor”. disse Manuel Queiroz na sessão, que decorreu no Auditório principal da Nova Business School, em Carcavelos.

O debate foi moderado por José Manuel Ribeiro, até há pouco diretor de O Jogo, e Luís Simões, presidente do Sindicato dos Jornalistas, e David Nelson, diretor do As USA, participaram também presencialmente, enquanto o brasileiro Renato Ribeiro, diretor da TV Globo, e Haresh Deal, fundador do Twentytwo13, participaram via online.

Do debate percebeu-se que as dificuldades tocam os meios dos vários continentes, embora de forma um pouco diferente – os jornais sofrem mais. A confiança nos Jornalistas e na sua paixão pela verdade foi outra das conclusões deste encontro. A Semana da Integridade da SIGA envolveu dezenas de oradores e foi um momento importante de reflexão sobre os caminhos do desporto.

Está de parabéns o CEO Global da SIGA, Emanuel Macedo de Medeiros, e todo o staff que organizou este encontro que teve uma audiência global.

 

CNID em funcionamento limitado até dia 16

Por motivo de férias, a sede do CNID – Associação de Jornalistas de Desporto, no Bairro da Liberdade, em Lisboa, vai estar, até ao próximo dia, 16 com um funcionamento muito limitado. É o habitual na primeira quinzena de Setembro e pelo facto pedimos a compreensão dos nossos sócios e das outras entidades que interagem com esta associação. Mesmo o acesso ao mail será intermitente.

Assim, a partir de sexta-feira dia 16 de setembro, o funcionamento da sede regressará à normalidade  no horário normal, entre as 15 e as 18 horas diariamente.

COMUNICADO: Processo espúrio instaurado a uma jornalista

O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto tomou conhecimento de que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol abriu um processo a uma jornalista da Sporttv.
Esta é só mais uma das muitas coisas estranhas que se passam no âmbito da Justiça Desportiva, porquanto a Jornalista se limitou a fazer o seu trabalho, fazendo uma pergunta ao treinador do Sporting sobre uma questão de atualidade (declarações de Slimani), ao que o treinador respondeu educadamente que falaria disso na conferência de Imprensa que se seguiria.
A jornalista colocou apenas uma questão pertinente como é seu dever. Abrir um processo por isto é absurdo, para não lhe chamar outra coisa.
O CNID desconhecia este inusitado âmbito disciplinar a que os Jornalistas estariam submetidos e que é absolutamente inaceitável.
Os Jornalistas não podem ser escrutinados por nenhum Conselho de nenhuma Federação ou Liga, nem por nenhum clube. Nunca. Jamajs
A Jornalista contará com o apoio total do CNID, que irá até às instâncias internacionais se for caso disso. E se, por absurdo, houvesse que ser paga qualquer multa, o CNID faria questão de a pagar — em moedas de cêntimo, entregues à presidente do CD.

Comunicado sobre agressões a jornalistas

O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, lamenta e condena as agressões de que foram vítimas vários jornalistas, particularmente repórteres de imagem de televisões no final do Vitória SC – Hajduk Split, da segunda mão da terceira eliminatória da Europe Conference League.

Os autores das agressões, bem documentadas em imagens, foram adeptos do clube croata, que empurraram e deitaram ao chão repórteres que os filmavam legitimamente. O CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto espera – ainda que sem muita esperança – que esses adeptos sejam levados à justiça e que os repórteres sejam justamente indemnizados.

Estas agressões seguem-se a outras bem recentes, reportadas na sexta-feira passada junto ao Estádio da Luz e de que foi vítima uma equipa de reportagem da TVI/CNN. 

O CNID – AJD chama a atenção das autoridades policiais para a necessidade de garantir a integridade física dos Jornalistas em serviço. São casos lamentáveis e que podem ser evitáveis com mais atenção das autoridades e também melhor coordenação quanto aos locais escolhidos.

O CNID e o início de uma nova época desportiva

Cumprindo uma tradição dos últimos anos, o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto assinala simbolicamente o início de uma nova época desportiva quando começa a temporada do futebol profissional. Em 2022-23 é neste sábado, com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, troféu que justamente presta homenagem a um nome grande do Jornalismo e, sobretudo, a um nome grande do desporto e do futebol.

Os Jornalistas gostariam que a época decorresse sob o signo do respeito e da lealdade nas diversas competições. Há quem peça paz, mas no desporto, felizmente, não existe a paz dos cemitérios. O desporto competitivo também é debate, também é diferença de pontos de vista, também é aceitar tradições diferentes, até porque felizmente acolhemos com prazer tantos estrangeiros que vêm melhorar as performances das equipas, seja como atletas ou treinadores. O Portugal desportivo é, sublinhe-se, um sítio onde a inclusão se faz naturalmente. Com problemas, às vezes, com erros, tantas vezes, mas onde cada um consegue exprimir a sua diversidade no campo.

Os Jornalistas fazem também um apelo aos atletas, aos treinadores e sobretudo aos dirigentes, para compreenderem o seu trabalho. Que é cada vez mais dificultado em nome de um controlo espúrio da informação. Chegámos a um ponto em que os clubes fecharam tanto quanto puderam a informação e nunca houve tanto escândalo nas páginas dos jornais ou nas ondas da rádio ou das televisões. Vale a pena isolar tanto os atletas e os treinadores dos Jornalistas, ou isso será apenas uma forma de tentar esconder fragilidades? Portugal é hoje talvez o pior país, do mundo livre, no controlo do pensamento e da palavra de atletas e treinadores. É difícil encontrar outro país em que seja mais difícil ter um atleta ou treinador num estúdio de tv ou rádio ou num encontro cara a cara com um jornalista. Vale a pena? Com medo de quê?

Esse mal, de resto, alastrou a todos os outros setores. Os árbitros, por exemplo, submetidos em geral a um silêncio ensurdecedor, como se fossem miúdos de escola primária incapazes de serem responsáveis pelos seus atos. Não é normal que as pessoas não se possam exprimir livremente num país livre. Depois, segundo alguns, todos os problemas nascem em tóxicos programas de televisão, em tóxicos sons das rádios ou em tóxicas colunas dos jornais. Como é óbvio, não nascem.

E alguns acharão que isto só se aplica aos grandes clubes. Também não é verdade, infelizmente.

Este afastamento é responsável por uma parte das grandes dificuldades por que passam o Jornalismo e os Jornalistas, inegavelmente. Alguns gostariam que a informação fosse dada apenas pelos canais dos próprios clubes. Seria um mundo cor-de-rosa em que as derrotas seriam sempre por causa dos árbitros. Mas o mundo não é assim.

O nosso apelo é que seja possível uma coexistência pacífica, em que todos tenham o seu espaço.

Valorizar o Jornalismo, desportivo no caso, passa por valorizar o encontro entre as partes que fazem o desporto. O Jornalismo não quer a polémica estéril e degradante, mas não se furta ao confronto de ideias, valoriza o ponto de vista novo com sentido, sublinha e exalta as personalidades que se vão afirmando. É um caminho de pedras, mas é o único que garante que o Jornalismo ajuda o desporto.

A todos o CNID deseja uma boa época.

 

P’la direção

 

Manuel Queiroz

Presidente

(Texto da habitual Carta aos Sócios do CNID aos sócios no início de cada época desportiva e que foi enviada esta sexta-feira)